Ah, mundo,
se tu soubesses o quanto eu andei,
o quanto esperei de ti um quinhão de certeza.
Virei a mesa, cantei na praça.
Acreditei...
Mundo meu, que partiste de mim,
deixando-me à margem dos porquês.
Mundo em vão, que te viste sem mim,
levando-me à beira do caos.
De amores vivi e me dei sem olhar
que a vida se dá só a quem se esquece
de um dia deixar o outro existir.
Egoísmo, por fim, que palavra tão má.
Realismo, de fato, que veio de lá,
lá da vila aquietada, onde a vida acontece.
E o que vai se dizer se o "dizer" já não diz,
não explica tais fatos, mentiras humanas,
verdades do que somos.
Mundo meu, que criei.
És real só pra mim.
És mentira, enfim, mas és meu.
És tolice de puros como eu.
Ah, como posso não ser tão modesto?...
Como creio que o mundo detesto
se este, em si, não é mais do que eu vejo?
Já não sei se é real ou se é fruto de um mal,
do mal de não ver, de não ser nem poder
inverter o equívoco de um pedaço de sombra
sem luz.
01h29
Este blog tem como objetivo a expressão do que sou por meio de meus poemas e de minhas reflexões como artista e psicólogo. Espero que as palavras de meus textos colaborem para o aprimoramento irrequieto e contínuo de todos nós, e que avancem para além deste espaço virtual.
sábado, 17 de dezembro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
HOPE
I am sure that I will find someone
who looks at me with lovely eyes.
And he will take my hand,
help me understand
that love is all that counts.
He will hold me tight
and say how much he missed me.
And when we meet,
everything will turn out to be alright.
I am sure that I will meet my other soul
when nothing seems to make me sure
that others care for others.
Then, I will trust again,
and turn the tides that blur my faith;
sort out my doubts,
become a whole man. 22h42
who looks at me with lovely eyes.
And he will take my hand,
help me understand
that love is all that counts.
He will hold me tight
and say how much he missed me.
And when we meet,
everything will turn out to be alright.
I am sure that I will meet my other soul
when nothing seems to make me sure
that others care for others.
Then, I will trust again,
and turn the tides that blur my faith;
sort out my doubts,
become a whole man. 22h42
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
NEGLIGÊNCIA
Ele, um dia, por fim, sorriu.
Viu que o mundo se abriu.
Um feixe de luz que se fez
em um mar de incerteza, talvez...
Ele, então, bateu asas de penas,
fracas, tão fracas, as penas.
Um lance de estrelas do céu
o levou para longe do fel.
Ele criou uns jeitos de crer,
de fazer com a vida o que quer.
Foi adiante, vigor de varão.
Foi aonde, sem ouro na mão?
Um sujeito de história diversa,
sem porta, sem dor, sem conversa.
Um mal feito, um qualquer sem beiral,
ele é fato e fruto do mal.
Ele, um laço, um campo aberto.
Uma nódoa sem causa, de certo.
Foi avante na busca de fé;
quebrou ossos, andando de ré.
É. Ele é ele numa vida qualquer,
num pedaço da rua da sede.
Nem portão, nem a cama sequer.
Ele ergue o corpo da rede.
Invisível aos olhos do réu.
Não recebe seu favo de mel.
Olha de canto a moça do véu.
É migalha das migalhas ao léu.
"Poema para lembrar o mundo dos frutos de sua negligência social"
01h22
Viu que o mundo se abriu.
Um feixe de luz que se fez
em um mar de incerteza, talvez...
Ele, então, bateu asas de penas,
fracas, tão fracas, as penas.
Um lance de estrelas do céu
o levou para longe do fel.
Ele criou uns jeitos de crer,
de fazer com a vida o que quer.
Foi adiante, vigor de varão.
Foi aonde, sem ouro na mão?
Um sujeito de história diversa,
sem porta, sem dor, sem conversa.
Um mal feito, um qualquer sem beiral,
ele é fato e fruto do mal.
Ele, um laço, um campo aberto.
Uma nódoa sem causa, de certo.
Foi avante na busca de fé;
quebrou ossos, andando de ré.
É. Ele é ele numa vida qualquer,
num pedaço da rua da sede.
Nem portão, nem a cama sequer.
Ele ergue o corpo da rede.
Invisível aos olhos do réu.
Não recebe seu favo de mel.
Olha de canto a moça do véu.
É migalha das migalhas ao léu.
"Poema para lembrar o mundo dos frutos de sua negligência social"
01h22
sábado, 1 de outubro de 2011
POEMA DE PASQUIM
Eu, o homem só da fantasia.
Eu, o trovador de mão vazia.
Tu, que vais ao longe, maresia.
Nós nos entendemos, poesia.
Ah, dias que sonhei, parte de mim.
Velas desacesas. Não existe fim.
E eu aqui. Nós ali. Entre nós, um querubim.
Entre vasos vazios de flores, pedaço de um pasquim.
Notícia de você do outro lado da vida.
Vagando vagabundo, faminto de ida.
Eu, o homem só da fantasia.
O trovador de mão vazia...
Eu, o trovador de mão vazia.
Tu, que vais ao longe, maresia.
Nós nos entendemos, poesia.
Ah, dias que sonhei, parte de mim.
Velas desacesas. Não existe fim.
E eu aqui. Nós ali. Entre nós, um querubim.
Entre vasos vazios de flores, pedaço de um pasquim.
Notícia de você do outro lado da vida.
Vagando vagabundo, faminto de ida.
Eu, o homem só da fantasia.
O trovador de mão vazia...
domingo, 25 de setembro de 2011
Unrequited love
I had no words, for you were far.
I was afraid, so I kept quiet.
I saw your picture. Tried hard to reach your stare.
I have abandoned any possible dreams...
You were not there. Your eyes were closed,
looking somewhere within yourself.
I saw you from a distance. I kept silent.
I felt numb. I wasn't there...
I thought some day we could believe
it was meant to be.
We were meant to be...
Yet, you're roaming in worlds I have never been to.
I saw you there, somewhere I couldn't be.
Someone else sat right beside you.
I wasn't there. I couldn't be there...
Apart, I am apart, but still in love.
Where are you now? Where can we be together?
Will you ever, ever look at me?
Will you ever share this secret love?
Secret for I don't say a word about it.
We both just feel. Forbidden.
It can't be real. Mistaken.
It is ended before it's begun...
We have no deal. Forgotten...
I was afraid, so I kept quiet.
I saw your picture. Tried hard to reach your stare.
I have abandoned any possible dreams...
You were not there. Your eyes were closed,
looking somewhere within yourself.
I saw you from a distance. I kept silent.
I felt numb. I wasn't there...
I thought some day we could believe
it was meant to be.
We were meant to be...
Yet, you're roaming in worlds I have never been to.
I saw you there, somewhere I couldn't be.
Someone else sat right beside you.
I wasn't there. I couldn't be there...
Apart, I am apart, but still in love.
Where are you now? Where can we be together?
Will you ever, ever look at me?
Will you ever share this secret love?
Secret for I don't say a word about it.
We both just feel. Forbidden.
It can't be real. Mistaken.
It is ended before it's begun...
We have no deal. Forgotten...
LANÇAMENTO DA OBRA "PALAVRAS TENRAS"
Para os que gostam de poesia, recentemente lancei meu livro "Palavras Tenras", com poemas antes postados neste blog. Caso se interessem em adquirir um ou mais exemplares, acessem o website http://www.amazon.com/ ou http://www.biblioteca24x7.com.br/ , por meio dos quais meu livro está à venda em versão impressa ou virtual. Obrigado a todos os leitores pelo carinho.
For those who like poetry, I have recently launched my book "Palavras Tenras", with poems previously posted on this blog. In case you feel interested in acquiring one or more printed versions, please access http://www.amazon.com/, through which this book is for sale. Access http://www.biblioteca24x7.com.br/ for e-books.
Thanks to all readers for your care and attention.
For those who like poetry, I have recently launched my book "Palavras Tenras", with poems previously posted on this blog. In case you feel interested in acquiring one or more printed versions, please access http://www.amazon.com/, through which this book is for sale. Access http://www.biblioteca24x7.com.br/ for e-books.
Thanks to all readers for your care and attention.
terça-feira, 19 de julho de 2011
EM ALGUM PONTO
Uma simples gota
do suor da boca,
um ponto de dor
do olhar à toa.
Um cair de ré no chão
sem soar um ai;
um cortante não
de um "pedir" qualquer.
Tudo noto e se anota
na cartilha da vida.
Todo gesto existe,
insiste em ser um só
sem repetição,
sem aglutinação de coisa igual,
sem plágio, um só.
O olhar daquela que me quis
e pediu pra que eu fosse feliz
na rua quente do sol da infância,
beleza ardente, sem relutância.
Tudo anotei na memória menina,
já não menina agora,
mas autora de palavras anciãs
vividas sob a chuva,
guardadas sem as regras,
ajustadas em poema.
Um só grito da dor de dente,
do azeite quente no ouvido.
Tudo guardo em silêncio,
contei pouco de tantas horas.
Nada se perdeu, de fato.
Nada ficou esquecido,
só inerte em algum lugar seguro,
em algum ponto adormecido.
do suor da boca,
um ponto de dor
do olhar à toa.
Um cair de ré no chão
sem soar um ai;
um cortante não
de um "pedir" qualquer.
Tudo noto e se anota
na cartilha da vida.
Todo gesto existe,
insiste em ser um só
sem repetição,
sem aglutinação de coisa igual,
sem plágio, um só.
O olhar daquela que me quis
e pediu pra que eu fosse feliz
na rua quente do sol da infância,
beleza ardente, sem relutância.
Tudo anotei na memória menina,
já não menina agora,
mas autora de palavras anciãs
vividas sob a chuva,
guardadas sem as regras,
ajustadas em poema.
Um só grito da dor de dente,
do azeite quente no ouvido.
Tudo guardo em silêncio,
contei pouco de tantas horas.
Nada se perdeu, de fato.
Nada ficou esquecido,
só inerte em algum lugar seguro,
em algum ponto adormecido.
domingo, 17 de julho de 2011
AVISO AOS LEITORES - NOTE TO READERS
Olá aos leitores deste blog. A partir de hoje, deixarei somente 14 poemas disponíveis, dos que já foram publicados, em respeito ao contrato que assinei com uma editora para publicação destas composições. Agradeço a todos pelo carinho e compreensão.
Hello readers of this blog. From today on, I will leave only 14 poems available, from those which have been published, in compliance with a contract I have signed up to publish these compositions. Thanks to all for your care and understanding.
Hello readers of this blog. From today on, I will leave only 14 poems available, from those which have been published, in compliance with a contract I have signed up to publish these compositions. Thanks to all for your care and understanding.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
MOTIVOS
Por conta de algo que não vejo,
tateio em escuros medos de desejo;
vagueio insone por um mundo alheio,
sinto fome de querer esteio.
Por conta de olhos que não veem,
sigo estranho sem entranhas pra sentir;
movo o dorso de um corpo a despertar,
sem valores que o possam acusar.
Por fazer de tanta história já não minha,
um pedaço de verdade "perde a linha"
e arrebenta de brilhar, não se definha;
alimenta-se do púbere e caminha.
Vim na vaga de um sonho de alegria,
que me via sem tocar em meus porquês.
Por conta de um olho que não via,
vi mal vista a amplidão da minha via.
tateio em escuros medos de desejo;
vagueio insone por um mundo alheio,
sinto fome de querer esteio.
Por conta de olhos que não veem,
sigo estranho sem entranhas pra sentir;
movo o dorso de um corpo a despertar,
sem valores que o possam acusar.
Por fazer de tanta história já não minha,
um pedaço de verdade "perde a linha"
e arrebenta de brilhar, não se definha;
alimenta-se do púbere e caminha.
Vim na vaga de um sonho de alegria,
que me via sem tocar em meus porquês.
Por conta de um olho que não via,
vi mal vista a amplidão da minha via.
domingo, 5 de junho de 2011
TIME FOR A LUCID THOUGHT
There comes a time
When crying seems meaningless.
Grief turns out to be just a part of fate.
If such fate is true,
bliss becomes no more than moments.
Moments through which we learn to smile.
Laughing turns into a magic power.
I should say I'm happy.
But... I reached a point in life
that makes it hard to think I am.
Happiness flows in and out
like blood that streams within.
Sadness flows alike.
That makes me alive.
Neither happy nor sad.
Alive!
Then, as time goes by,
A tear and a smile both seem
much the same, once lucidity
is the tool that helps me feel them.
Then, I have found out that
being well is being lucid.
For beginners in life:
Welcome to the world
where joy and grief are two
inevitable paths we trail.
Like nature, we have no balance.
As creatures, we can derail.
When crying seems meaningless.
Grief turns out to be just a part of fate.
If such fate is true,
bliss becomes no more than moments.
Moments through which we learn to smile.
Laughing turns into a magic power.
I should say I'm happy.
But... I reached a point in life
that makes it hard to think I am.
Happiness flows in and out
like blood that streams within.
Sadness flows alike.
That makes me alive.
Neither happy nor sad.
Alive!
Then, as time goes by,
A tear and a smile both seem
much the same, once lucidity
is the tool that helps me feel them.
Then, I have found out that
being well is being lucid.
For beginners in life:
Welcome to the world
where joy and grief are two
inevitable paths we trail.
Like nature, we have no balance.
As creatures, we can derail.
domingo, 29 de maio de 2011
OUÇA-ME!
Tente-me a não estar em um só lugar desta vez.
Faça-me deixar pra lá um mundo no qual não deixo de pensar.
Esteja onde estive e me diga que não foi em vão.
Tente-me a não chorar mais pelo que você fez.
Vire-me e deixe-me ao léu até que eu me aqueça de novo.
Torne-me alguém sem manchas de passado a frio.
Deixe-me estar na sala onde estive irrequieto um dia.
Valha-me, proteja-me, como se nunca fora abandonado.
Conte os segundos da ausência do silêncio
e conforte-me assim que eu chegar do mar revolto.
Fique onde está, estando, assim, onde eu quis.
Não faça nada das coisas que eu fiz.
Chegue de perto, sem soar o sino.
Cerque-me de luz, dando a mim o meu presente.
Venha inquieto por membranas microscópicas.
Toque-me de um jeito que, sem jeito, eu vou gostar.
Vá para além do mistério do ocaso.
Dê do que tem sem jamais querer tomar.
E faça mágica que brilha no olhar.
Coisa fácil de lembrar.
Faça-me deixar pra lá um mundo no qual não deixo de pensar.
Esteja onde estive e me diga que não foi em vão.
Tente-me a não chorar mais pelo que você fez.
Vire-me e deixe-me ao léu até que eu me aqueça de novo.
Torne-me alguém sem manchas de passado a frio.
Deixe-me estar na sala onde estive irrequieto um dia.
Valha-me, proteja-me, como se nunca fora abandonado.
Conte os segundos da ausência do silêncio
e conforte-me assim que eu chegar do mar revolto.
Fique onde está, estando, assim, onde eu quis.
Não faça nada das coisas que eu fiz.
Chegue de perto, sem soar o sino.
Cerque-me de luz, dando a mim o meu presente.
Venha inquieto por membranas microscópicas.
Toque-me de um jeito que, sem jeito, eu vou gostar.
Vá para além do mistério do ocaso.
Dê do que tem sem jamais querer tomar.
E faça mágica que brilha no olhar.
Coisa fácil de lembrar.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
MOVING FORWARD
Shut, my soul!
Shut for all you see around you!
Shut for silence with nonsense,
for noises with rumours of lies,
for blessings with heartless devices!
Shut for all upcoming blossoms,
for dreams that bloom in my mind.
Shut for awkward sensations
of long forgotten cries!
Spare me some time on a day
when, alone, I'm forbidden to stay.
Give out petals of hope
which encounter the very soul
of lone prayers for mercy to come upon us.
Open this tiny heart of mine,
in shambles for years of hush,
entangled by miserable oaths;
nonetheless, still moving forward,
dazzling weak minds,
whose deeds do not gleam,
whose paths disappear in
sandy tracks of empty meanings.
Light up a way
where life is fulfilled
with sound, solid thrills
of joy and renewal.
Spare me some time
to recover from grief,
and remain relentlessly
eager to cherish the finest
demeanour, the noblest feats.
Shut for all you see around you!
Shut for silence with nonsense,
for noises with rumours of lies,
for blessings with heartless devices!
Shut for all upcoming blossoms,
for dreams that bloom in my mind.
Shut for awkward sensations
of long forgotten cries!
Spare me some time on a day
when, alone, I'm forbidden to stay.
Give out petals of hope
which encounter the very soul
of lone prayers for mercy to come upon us.
Open this tiny heart of mine,
in shambles for years of hush,
entangled by miserable oaths;
nonetheless, still moving forward,
dazzling weak minds,
whose deeds do not gleam,
whose paths disappear in
sandy tracks of empty meanings.
Light up a way
where life is fulfilled
with sound, solid thrills
of joy and renewal.
Spare me some time
to recover from grief,
and remain relentlessly
eager to cherish the finest
demeanour, the noblest feats.
terça-feira, 3 de maio de 2011
SENTIDOS SURDOS
Se eu tivesse um único sentido
e deste não viesse nada,
a não ser a sombra do que está aqui, agora,
estaria eu em algum lugar onde não percebo,
em algum rincão sem luzes,
que me faz perceber que o real
são toques de seda,
fugaz como o canto de um pássaro,
sem belezas ou declínios
de uma alma inconstante,
de beleza inigualável,
porém não perceptível.
Se um único desejo se fizesse perceber
em um mar de imprevisíveis
sentimentos e emoções,
estaria eu então à deriva de um sentido,
recolhendo dores surdas,
sem que nunca se dissesse
do prazer de ser quem sou.
Desabrocha, então, a vida
de um triste peregrino,
sem constantes morticínios,
sem estrelas nem perigos,
aos quais deva enfrentar,
sob a luz da primavera,
sob o frio solitário,
com os pés já calejados
de uma busca interminável
por sentido a sentir,
revelado, assim, a si,
desvelado sem saber
o que vai acontecer,
o que quer em si nascer.
e deste não viesse nada,
a não ser a sombra do que está aqui, agora,
estaria eu em algum lugar onde não percebo,
em algum rincão sem luzes,
que me faz perceber que o real
são toques de seda,
fugaz como o canto de um pássaro,
sem belezas ou declínios
de uma alma inconstante,
de beleza inigualável,
porém não perceptível.
Se um único desejo se fizesse perceber
em um mar de imprevisíveis
sentimentos e emoções,
estaria eu então à deriva de um sentido,
recolhendo dores surdas,
sem que nunca se dissesse
do prazer de ser quem sou.
Desabrocha, então, a vida
de um triste peregrino,
sem constantes morticínios,
sem estrelas nem perigos,
aos quais deva enfrentar,
sob a luz da primavera,
sob o frio solitário,
com os pés já calejados
de uma busca interminável
por sentido a sentir,
revelado, assim, a si,
desvelado sem saber
o que vai acontecer,
o que quer em si nascer.
domingo, 27 de março de 2011
Confissão
Eu nunca quis precisar de alguém.
Nunca fiz por onde ter alguém.
Eu nunca quis desejar alguém.
Eu nunca li o olhar de alguém.
A lida eu li num olhar aquém
dos desejos meus,
que não tinham ninguém.
E a roda viva, viva está.
Ainda há tempo de recomeçar.
Na meia estrada do sentir de alguém,
no parapeito, sem nenhum vintém,
reconsiderei o que nunca fiz,
e quis ter alguém.
Nunca fiz por onde ter alguém.
Eu nunca quis desejar alguém.
Eu nunca li o olhar de alguém.
A lida eu li num olhar aquém
dos desejos meus,
que não tinham ninguém.
E a roda viva, viva está.
Ainda há tempo de recomeçar.
Na meia estrada do sentir de alguém,
no parapeito, sem nenhum vintém,
reconsiderei o que nunca fiz,
e quis ter alguém.
And as we walk...
A flower...
I saw a flower.
A tiny blossom,
a dazzling piece,
a single bit
of endless life.
A tower...
I saw a tower.
A man's deed,
a huge sign,
mind-boggling as it seems,
twisting minds of power.
A man had walked a long way.
Ahead he went,
apart from all, from all...
And as he walked
he trod on it.
What?!
The tiny blossom,
stubborn life
in city strife,
right in front the mighty tower.
He looked aslank
as if to check
if all the world was still around him.
No time to waste,
no time to think
of petty crimes.
Smashed petals
just make the way
a little lighter...
I saw a flower.
A tiny blossom,
a dazzling piece,
a single bit
of endless life.
A tower...
I saw a tower.
A man's deed,
a huge sign,
mind-boggling as it seems,
twisting minds of power.
A man had walked a long way.
Ahead he went,
apart from all, from all...
And as he walked
he trod on it.
What?!
The tiny blossom,
stubborn life
in city strife,
right in front the mighty tower.
He looked aslank
as if to check
if all the world was still around him.
No time to waste,
no time to think
of petty crimes.
Smashed petals
just make the way
a little lighter...
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