Por conta de algo que não vejo,
tateio em escuros medos de desejo;
vagueio insone por um mundo alheio,
sinto fome de querer esteio.
Por conta de olhos que não veem,
sigo estranho sem entranhas pra sentir;
movo o dorso de um corpo a despertar,
sem valores que o possam acusar.
Por fazer de tanta história já não minha,
um pedaço de verdade "perde a linha"
e arrebenta de brilhar, não se definha;
alimenta-se do púbere e caminha.
Vim na vaga de um sonho de alegria,
que me via sem tocar em meus porquês.
Por conta de um olho que não via,
vi mal vista a amplidão da minha via.
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