sábado, 29 de outubro de 2011

HOPE

I am sure that I will find someone
who looks at me with lovely eyes.

And he will take my hand,
help me understand
that love is all that counts.

He will hold me tight
and say how much he missed me.
And when we meet,
everything will turn out to be alright.

I am sure that I will meet my other soul
when nothing seems to make me sure
that others care for others.

Then, I will trust again,
and turn the tides that blur my faith;
sort out my doubts,
become a whole man. 22h42

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

NEGLIGÊNCIA

Ele, um dia, por fim, sorriu.
Viu que o mundo se abriu.
Um feixe de luz que se fez
em um mar de incerteza, talvez...

Ele, então, bateu asas de penas,
fracas, tão fracas, as penas.
Um lance de estrelas do céu
o levou para longe do fel.

Ele criou uns jeitos de crer,
de fazer com a vida o que quer.
Foi adiante, vigor de varão.
Foi aonde, sem ouro na mão?

Um sujeito de história diversa,
sem porta, sem dor, sem conversa.
Um mal feito, um qualquer sem beiral,
ele é fato e fruto do mal.

Ele, um laço, um campo aberto.
Uma nódoa sem causa, de certo.
Foi avante na busca de fé;
quebrou ossos, andando de ré.

É. Ele é ele numa vida qualquer,
num pedaço da rua da sede.
Nem portão, nem a cama sequer.
Ele ergue o corpo da rede.

Invisível aos olhos do réu.
Não recebe seu favo de mel.
Olha de canto a moça do véu.
É migalha das migalhas ao léu.

"Poema para lembrar o mundo dos frutos de sua negligência social"
01h22

sábado, 1 de outubro de 2011

POEMA DE PASQUIM

Eu, o homem só da fantasia.
Eu, o trovador de mão vazia.
Tu, que vais ao longe, maresia.
Nós nos entendemos, poesia.

Ah, dias que sonhei, parte de mim.
Velas desacesas. Não existe fim.
E eu aqui. Nós ali. Entre nós, um querubim.
Entre vasos vazios de flores, pedaço de um pasquim.

Notícia de você do outro lado da vida.
Vagando vagabundo, faminto de ida.
Eu, o homem só da fantasia.
O trovador de mão vazia...