Se a brisa o mar alcança
e, de surpresa, apanha o movimento,
o mar então descansa
e beija a paz desse momento.
Se deitas olhos sobre
páginas de encanto,
encantas tu o que observa
a ti de um canto.
E de surpresa brilha a luz
de um flash inesperado;
e rouba à cena que seduz
aquele gesto reservado.
Se a brisa o mar balança,
mexe as ondas de teus cachos.
Eterniza a tua dança,
acalma a mim, e a ti alcança.
Homenagem à bailarina Jéssica Fadul, em seu início de carreira.
16:27
Este blog tem como objetivo a expressão do que sou por meio de meus poemas e de minhas reflexões como artista e psicólogo. Espero que as palavras de meus textos colaborem para o aprimoramento irrequieto e contínuo de todos nós, e que avancem para além deste espaço virtual.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
terça-feira, 29 de setembro de 2009
PALAVRAS TENRAS

Alguém me disse
que para escrever
triste tem-se que estar...
E eu pensei
que ao escrever
eu queria chorar.
Chorar por dores que nem sei.
Tentar romper com o que esperei.
Esperei de alguém que disse
que para chorar
tem que doer.
E para morrer,
tem-se que viver.
Mas, eu vivi e sei?
Se eu vivi, amei?
Das águas vivas,
quero ondas que me abatam.
Do show da vida,
quero vidas que se acatam.
Quero bolhas infantis,
de sabão e sonhos bons.
Quero balas de anis
do seu João e seus bombons.
De lembranças viverei,
Dos caminhos que criei,
Dos sorrisos que doei,
e o presente é tão capaz,
tão possível de ser paz;
e não é que tanto faz;
é do jeito que sonhei.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
HUMANA CARNE (PARA QUEM AMOU UM DIA)
Onde estou que não o vejo?
E esse corpo, que não toco?
Cada músculo, sua boca, suas mãos fortes.
Seus braços, que não me envolvem...
Onde estou que não me molho em seu suor?
Que não suspiro o seu prazer?
Desejo-o porque o amo!
E este calor que sinto: libido que agoniza e ferve.
Onde estou que não lhe dou o prazer de lhe dar prazer?
Amo-o ainda!
Corro a mão pelo seu peito.
Fecho os olhos e o vejo.
Amo-o totalmente na mente que não me desmente,
infelizmente, talvez...
Amo-o no todo e no tudo que sou: humano.
Que mais posso lhe dar?
Humana carne, bela e viva,
que faz de mim uno e único.
Humano eu, humano amor!
Humano é você no temor de me amar
e ter de enfrentar a dor!... 05/1998
E esse corpo, que não toco?
Cada músculo, sua boca, suas mãos fortes.
Seus braços, que não me envolvem...
Onde estou que não me molho em seu suor?
Que não suspiro o seu prazer?
Desejo-o porque o amo!
E este calor que sinto: libido que agoniza e ferve.
Onde estou que não lhe dou o prazer de lhe dar prazer?
Amo-o ainda!
Corro a mão pelo seu peito.
Fecho os olhos e o vejo.
Amo-o totalmente na mente que não me desmente,
infelizmente, talvez...
Amo-o no todo e no tudo que sou: humano.
Que mais posso lhe dar?
Humana carne, bela e viva,
que faz de mim uno e único.
Humano eu, humano amor!
Humano é você no temor de me amar
e ter de enfrentar a dor!... 05/1998
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