quarta-feira, 12 de maio de 2010

OLHOS DE BAILARINA

Se a brisa o mar alcança
e, de surpresa, apanha o movimento,
o mar então descansa
e beija a paz desse momento.

Se deitas olhos sobre
páginas de encanto,
encantas tu o que observa
a ti de um canto.

E de surpresa brilha a luz
de um flash inesperado;
e rouba à cena que seduz
aquele gesto reservado.

Se a brisa o mar balança,
mexe as ondas de teus cachos.
Eterniza a tua dança,
acalma a mim, e a ti alcança.

Homenagem à bailarina Jéssica Fadul, em seu início de carreira.
16:27

terça-feira, 29 de setembro de 2009

PALAVRAS TENRAS


Alguém me disse

que para escrever

triste tem-se que estar...

E eu pensei

que ao escrever

eu queria chorar.

Chorar por dores que nem sei.

Tentar romper com o que esperei.

Esperei de alguém que disse

que para chorar

tem que doer.

E para morrer,

tem-se que viver.

Mas, eu vivi e sei?

Se eu vivi, amei?

Das águas vivas,

quero ondas que me abatam.

Do show da vida,

quero vidas que se acatam.

Quero bolhas infantis,

de sabão e sonhos bons.

Quero balas de anis

do seu João e seus bombons.

De lembranças viverei,

Dos caminhos que criei,

Dos sorrisos que doei,

e o presente é tão capaz,

tão possível de ser paz;

e não é que tanto faz;

é do jeito que sonhei.




quinta-feira, 19 de julho de 2007

HUMANA CARNE (PARA QUEM AMOU UM DIA)

Onde estou que não o vejo?
E esse corpo, que não toco?
Cada músculo, sua boca, suas mãos fortes.
Seus braços, que não me envolvem...

Onde estou que não me molho em seu suor?
Que não suspiro o seu prazer?
Desejo-o porque o amo!
E este calor que sinto: libido que agoniza e ferve.

Onde estou que não lhe dou o prazer de lhe dar prazer?
Amo-o ainda!
Corro a mão pelo seu peito.
Fecho os olhos e o vejo.

Amo-o totalmente na mente que não me desmente,
infelizmente, talvez...

Amo-o no todo e no tudo que sou: humano.
Que mais posso lhe dar?
Humana carne, bela e viva,
que faz de mim uno e único.

Humano eu, humano amor!
Humano é você no temor de me amar
e ter de enfrentar a dor!... 05/1998