Shut, my soul!
Shut for all you see around you!
Shut for silence with nonsense,
for noises with rumours of lies,
for blessings with heartless devices!
Shut for all upcoming blossoms,
for dreams that bloom in my mind.
Shut for awkward sensations
of long forgotten cries!
Spare me some time on a day
when, alone, I'm forbidden to stay.
Give out petals of hope
which encounter the very soul
of lone prayers for mercy to come upon us.
Open this tiny heart of mine,
in shambles for years of hush,
entangled by miserable oaths;
nonetheless, still moving forward,
dazzling weak minds,
whose deeds do not gleam,
whose paths disappear in
sandy tracks of empty meanings.
Light up a way
where life is fulfilled
with sound, solid thrills
of joy and renewal.
Spare me some time
to recover from grief,
and remain relentlessly
eager to cherish the finest
demeanour, the noblest feats.
Este blog tem como objetivo a expressão do que sou por meio de meus poemas e de minhas reflexões como artista e psicólogo. Espero que as palavras de meus textos colaborem para o aprimoramento irrequieto e contínuo de todos nós, e que avancem para além deste espaço virtual.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
SENTIDOS SURDOS
Se eu tivesse um único sentido
e deste não viesse nada,
a não ser a sombra do que está aqui, agora,
estaria eu em algum lugar onde não percebo,
em algum rincão sem luzes,
que me faz perceber que o real
são toques de seda,
fugaz como o canto de um pássaro,
sem belezas ou declínios
de uma alma inconstante,
de beleza inigualável,
porém não perceptível.
Se um único desejo se fizesse perceber
em um mar de imprevisíveis
sentimentos e emoções,
estaria eu então à deriva de um sentido,
recolhendo dores surdas,
sem que nunca se dissesse
do prazer de ser quem sou.
Desabrocha, então, a vida
de um triste peregrino,
sem constantes morticínios,
sem estrelas nem perigos,
aos quais deva enfrentar,
sob a luz da primavera,
sob o frio solitário,
com os pés já calejados
de uma busca interminável
por sentido a sentir,
revelado, assim, a si,
desvelado sem saber
o que vai acontecer,
o que quer em si nascer.
e deste não viesse nada,
a não ser a sombra do que está aqui, agora,
estaria eu em algum lugar onde não percebo,
em algum rincão sem luzes,
que me faz perceber que o real
são toques de seda,
fugaz como o canto de um pássaro,
sem belezas ou declínios
de uma alma inconstante,
de beleza inigualável,
porém não perceptível.
Se um único desejo se fizesse perceber
em um mar de imprevisíveis
sentimentos e emoções,
estaria eu então à deriva de um sentido,
recolhendo dores surdas,
sem que nunca se dissesse
do prazer de ser quem sou.
Desabrocha, então, a vida
de um triste peregrino,
sem constantes morticínios,
sem estrelas nem perigos,
aos quais deva enfrentar,
sob a luz da primavera,
sob o frio solitário,
com os pés já calejados
de uma busca interminável
por sentido a sentir,
revelado, assim, a si,
desvelado sem saber
o que vai acontecer,
o que quer em si nascer.
domingo, 27 de março de 2011
Confissão
Eu nunca quis precisar de alguém.
Nunca fiz por onde ter alguém.
Eu nunca quis desejar alguém.
Eu nunca li o olhar de alguém.
A lida eu li num olhar aquém
dos desejos meus,
que não tinham ninguém.
E a roda viva, viva está.
Ainda há tempo de recomeçar.
Na meia estrada do sentir de alguém,
no parapeito, sem nenhum vintém,
reconsiderei o que nunca fiz,
e quis ter alguém.
Nunca fiz por onde ter alguém.
Eu nunca quis desejar alguém.
Eu nunca li o olhar de alguém.
A lida eu li num olhar aquém
dos desejos meus,
que não tinham ninguém.
E a roda viva, viva está.
Ainda há tempo de recomeçar.
Na meia estrada do sentir de alguém,
no parapeito, sem nenhum vintém,
reconsiderei o que nunca fiz,
e quis ter alguém.
And as we walk...
A flower...
I saw a flower.
A tiny blossom,
a dazzling piece,
a single bit
of endless life.
A tower...
I saw a tower.
A man's deed,
a huge sign,
mind-boggling as it seems,
twisting minds of power.
A man had walked a long way.
Ahead he went,
apart from all, from all...
And as he walked
he trod on it.
What?!
The tiny blossom,
stubborn life
in city strife,
right in front the mighty tower.
He looked aslank
as if to check
if all the world was still around him.
No time to waste,
no time to think
of petty crimes.
Smashed petals
just make the way
a little lighter...
I saw a flower.
A tiny blossom,
a dazzling piece,
a single bit
of endless life.
A tower...
I saw a tower.
A man's deed,
a huge sign,
mind-boggling as it seems,
twisting minds of power.
A man had walked a long way.
Ahead he went,
apart from all, from all...
And as he walked
he trod on it.
What?!
The tiny blossom,
stubborn life
in city strife,
right in front the mighty tower.
He looked aslank
as if to check
if all the world was still around him.
No time to waste,
no time to think
of petty crimes.
Smashed petals
just make the way
a little lighter...
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
If
If I had just a word,
a single moment to express
a lonely touch,
I would be lost
maundering and
wondering
that such a word
could not exist.
If I had a fearful soul,
a whispering voice
that calls you friend,
I would be caught
by my own thoughts,
and they would "snitch"
the very truth of mine,
the concealed dream
no one has heard,
no eyes have seen
for they were all within
this very mind of mine.
A humble hommage to the ones
who read my poems in the U.S.A.
Many thanks for your appreciation.
a single moment to express
a lonely touch,
I would be lost
maundering and
wondering
that such a word
could not exist.
If I had a fearful soul,
a whispering voice
that calls you friend,
I would be caught
by my own thoughts,
and they would "snitch"
the very truth of mine,
the concealed dream
no one has heard,
no eyes have seen
for they were all within
this very mind of mine.
A humble hommage to the ones
who read my poems in the U.S.A.
Many thanks for your appreciation.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
INSIGHT
Somos frágeis,
somos ágeis ao olhar,
ao fugir do outro,
sem sentido,
sem espera,
sem a chance de falar.
Somos táteis,
somos fáceis ao correr,
ao criar no outro
a fantasia da surpresa;
sem o toque,
sem a hora do prazer.
Somos úteis,
somos fúteis ao partir,
ao ferir o outro,
sem pudor,
sem compaixão,
ironicamente a rir.
Somos débeis,
somos plebes ao querer
sem querer de si se dar,
sem a vez de se doar,
sem precaução,
ser um "não" sem nem se ver.
Somos todos,
somos um que se vê ali
sem a roupa de vestir,
sem o tom,
sem o dom de investir.
Somos claustro,
sem janelas pro devir.
somos ágeis ao olhar,
ao fugir do outro,
sem sentido,
sem espera,
sem a chance de falar.
Somos táteis,
somos fáceis ao correr,
ao criar no outro
a fantasia da surpresa;
sem o toque,
sem a hora do prazer.
Somos úteis,
somos fúteis ao partir,
ao ferir o outro,
sem pudor,
sem compaixão,
ironicamente a rir.
Somos débeis,
somos plebes ao querer
sem querer de si se dar,
sem a vez de se doar,
sem precaução,
ser um "não" sem nem se ver.
Somos todos,
somos um que se vê ali
sem a roupa de vestir,
sem o tom,
sem o dom de investir.
Somos claustro,
sem janelas pro devir.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
OLHOS DE BAILARINA
Se a brisa o mar alcança
e, de surpresa, apanha o movimento,
o mar então descansa
e beija a paz desse momento.
Se deitas olhos sobre
páginas de encanto,
encantas tu o que observa
a ti de um canto.
E de surpresa brilha a luz
de um flash inesperado;
e rouba à cena que seduz
aquele gesto reservado.
Se a brisa o mar balança,
mexe as ondas de teus cachos.
Eterniza a tua dança,
acalma a mim, e a ti alcança.
Homenagem à bailarina Jéssica Fadul, em seu início de carreira.
16:27
e, de surpresa, apanha o movimento,
o mar então descansa
e beija a paz desse momento.
Se deitas olhos sobre
páginas de encanto,
encantas tu o que observa
a ti de um canto.
E de surpresa brilha a luz
de um flash inesperado;
e rouba à cena que seduz
aquele gesto reservado.
Se a brisa o mar balança,
mexe as ondas de teus cachos.
Eterniza a tua dança,
acalma a mim, e a ti alcança.
Homenagem à bailarina Jéssica Fadul, em seu início de carreira.
16:27
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